Menos também é mais quando se trata de organização

Existe uma sintonia que faz com que as coisas aconteçam e sejam percebidas por várias pessoas de vários lugares e profissões diferentes ao mesmo tempo. Hoje, gostaríamos de falar sobre um movimento mundial que preza o “viver com menos” em todos os setores da vida. E não podemos, lógico, deixar a organização fora desse pensamento.

Começando pela casa, que é o assunto que entendemos. Ter casas enormes, cheias de espaços e armários espalhados por todos os cômodos era sonho de consumo. Quanto mais armários para armazenar mais objetos, melhor. Hoje, pensar em ter uma casa com espaços para guardar o que não se usa sempre soa estranho, não?

Precisamos definitivamente entender que tudo o que possuímos precisa de cuidado e administração. Cuidado demanda tempo, e tempo é muito caro e raro para se gastar com o que se usa eventualmente ou quase nunca. O que mais queremos hoje é tempo para ser e estar, não para ter o que não precisamos.

Só o que é necessário

Não parece muito mais inteligente ter uma casa com o tamanho exato da necessidade, ter a quantidade de móveis, objetos e roupas de acordo com o que se usa e necessita?

Então vamos além: quanto menos coisas para tomar conta, mais tempo para si.

Por isso, na organização menos também é mais. Ficou incompatível com uma vida organizada ter o que não se é utilizado frequentemente.

Uma coisa que observamos em algumas casas que organizamos é a quantidade de potinhos plásticos onde se cozinha esporadicamente. Faz sentido? As panelas já deveriam ser poucas – o que raramente acontece – e a pessoa, que ainda só sabe fazer macarrão e chá, tem um jogo com oito panelas! Ah, não! Baseado nessa incoerência é que surgiu esse movimento que acontece pelo mundo, de viver apenas com o necessário. Mas, afinal, o que é necessário? Fomos educados acreditando que riqueza é acúmulo de bens. É muito difícil abrir mão de ter alguma coisa.

Ter muitos imóveis para gerar renda, ter muito ouro em forma de joias… No final das contas, gastamos todo tempo administrando esse patrimônio, o que nos causa muito estresse. Com isso, vem os gastos com remédios para dormir, para acordar, para depressão e para ansiedade. Mas não era esse o desejo, o de ter?

É ai que surge esse movimento na contramão de tudo que foi aprendido sobre acumular. Nessa nova ordem de pensamento, a tendência é ter o necessário, ter o que proporciona felicidade, esbanjar só nos bons sentimentos, gastar mais tempo com coisas para ficar na memória – essa sim vale a pena acumular (mas só boas lembranças).

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